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domingo, 16 de dezembro de 2012

Encontrando a Paz em São Francisco Xavier / parte VII

No dia seguinte, resolvi fazer uma "parada" que simplesmente AMO: andar a cavalo.
Como uma "menina" da cidade grande que sou, não tenho muitas oportunidades de cavalgar.
Escolhi a cavalgada até a pedra redonda. Este passeio tem três horas de duração, o que me fez pensar que a tal pedra deve ter saído rolando, pois leva-se muito tempo para encontrá-la.
O agendamento é feito na própria pousada e fui de carro até a fazenda Santa Cruz que fica a uns 10 minutos. 


Quando cheguei, uma moça abriu a porteira e me orientou a esperar na baia pelo guia. Tinha muita gente para fazer o passeio: SÓ EU! 


Levei um susto quando o tal guia apareceu cavalgando e tive alguns segundos de imaginação bem fértil...acho que tenho assistido muito filme ou realmente a cena foi, digamos, chocante!
O Ernandes estava de boné, óculos escuro, blusa de manga longa e um FACÃO ENORME na cintura. 
Fiquei bege num primeiro momento e depois pensei: MORRI!


Ele me apresentou a Escuna e fomos em direção à mata fechada, ele com seu FACÃO e eu com um medão...


Comecei um papo que me arrependi redondamente. Comentei que havia escutado um barulho que parecia ser uma conversa bem agitada entre macacos e ele disse que era sim, com certeza, pois nesta região têm muitos macacos. Foi aí que a "mané" aqui perguntou: 
- E quais são os outros animais característicos desta região? 
Ele respondeu com toda a sinceridade e naturalidade do mundo: 
- Onça.
MORRI, de novo!
Ele percebeu que fiquei tensa e tentou me tranquilizar: 
- elas não são vistas durante o dia... Com certeza isso não ajudou em nada!


A cavalgada não é simples, ou seja, não é para marinheiros de primeira viagem que nunca "pilotaram" um cavalo. Como vocês já entenderam é no meio da mata fechada numa subida íngreme, com muitas pedras pelo caminho e onças famintas esperando a comida...
O Ernandes foi na frente e usou o FACÃO várias vezes para abrir caminho, ufa! Eu logo atrás com a escuna e em vários momentos da aventura, quando ouvia um barulho, olhava logo para trás para ver se a onça não estava me perseguindo!
Pena que não deu para tirar foto do maior sapo que já vi, aí vocês terão que acreditar em mim: ele era quase do tamanho da Escuna...rssss


Chegamos no final da trilha, "estacionamos" os cavalos e continuamos a pé subindo muitos degraus rumo ao céu...


Longe de tudo e perto de Deus...esta é a sensação ao chegarmos na pedra redonda e na pedra partida. A onça e o FACÃO ficaram pequenos diante daquela paisagem gloriosa e vale muiiiiito a pena esta aventura.


Durante o meu momento contemplação e meditação, ouvi um bater de asas enorrrrmes bem ao meu lado...MORRI! Deve ser uma águia gigante que veio me pegar para me levar de comida para os seus filhotes...não era uma águia, mas, um simpático urubu que pousou na minha frente e ficou me encarando...trocamos algumas idéias e acho que estava precisando de um banho urgente!


O Ernandes é um FOFO² e na volta me me levou até uma cachoeira que é a piscina  natural dele e de sua família. Olha ele aí!


Super recomendo esse passeio com o Ernandes, desbravador da floresta encantada!
Cheguei na pousada com dores até no fio do cabelo...morrrrrta, mas, feliz da vida e isso não tem preço!


"Pit stop" para o almoço: minha primeira vez com o saboroso arroz preto.


Para melhorar as 554 dores espalhadas pelo corpo nada melhor do que uma massagem relaxante com a super Renata numa cabana no meio da mata ouvindo o som do riacho. Queria levar a cabana, o riacho e a Renata para casa...


Fim da nossa estada nesta pousada maravilhosa e lugar mágico! Passamos pelo centrinho e paramos para conhecer duas lojinhas e aí...realidade lá vamos nós!


Encontrando a paz em São Francisco Xavier / parte VI

À tarde, eu e a Adri resolvemos voltar sozinhas na cachoeira a Rosa, pois tudo o que é bom, merece um repeteco...




Eu estava na frente e dei uma parada brusca, foi quando internalizei meu grito e pensei: a Adri tem verdadeiro PAVOR de cobra, eu também não sou fã...mas, esperei alguns segundos para ver o que aquele filhote de cobra (não entendo nada, mas parecia um filhote...) iria fazer.
Ela percebeu a minha presença, mas, não saiu do caminho.
Aí a Adri perguntou: - Por que você parou?
Falei com toda a delicadeza do mundo para não assustar: - "É que tem uma cobri..." não consegui terminar a palavra, pois a Adri deu meia volta e saiu correndo! Que cachoeira que nada! Com cobra ou cobrinha não tem a menor chance de continuar...
Acho que a cobra foi um aviso, pois minutos depois começou a chover intensamente...


Pegamos mais filmes e esperamos pelo glorioso horário da massagem que havíamos agendado.
Eu fiz prediluvio com reflexologia, ai, que tudo! Você coloca os pés na água bem quente e aromatizada com lavanda e flores. O cheirinho já tem o efeito instantâneo de acalmar. Depois de 15 minutos, o Sr. Armando volta para cuidar dos pés. 
Saí outra pessoa da massagem e com novos pés!
Agora vem a parte tão esperada do dia: COMIDA!


Antes de jantarmos presenciamos a contemplação do fogo, que segundo o proprietário deste lugar mágico, ajuda a acalmar e a relaxar, pois o fogo tem o poder de hipnotizar as pessoas que ficam ao seu redor. Vimos o espetáculo saboreando um bom vinho para abrir ainda mais o apetite...


O pudim quase que fizemos igual a Ana Maria Braga e comemos embaixo da mesa, mas era muito "trampo", então resolvemos pedir mais um, ou melhor, mais dois!

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